29/09/2026
– Os mainás-indianos foram introduzidos na Austrália
na década de 1860 para controlar pragas de insetos, mas
acabaram se tornando uma espécie invasora agressiva. Adaptados
a ambientes urbanos e rurais, eles também chegaram à
Nova Zelândia e passaram a competir com aves nativas por
alimento e locais de reprodução.
Além da competição,
os mainás-indianos predam ovos de outras espécies,
contribuindo para o impacto sobre a fauna local. A espécie
também pode carregar parasitas, ácaros e doenças
aviárias, algumas com potencial de transmissão para
humanos, aumentando ainda mais sua reputação como
praga.
A população de mainás-indianos
continua crescendo nas cidades australianas, favorecida pela abundância
de alimentos, como ração de animais, lixo orgânico
e restos de comida. Embora a espécie tenha sido declarada
praga em 2021, ações para controlar sua expansão
têm sido conduzidas principalmente por grupos de proteção
animal e voluntários.
Em Canberra, iniciativas
de controle chegaram a reduzir significativamente a presença
da ave, mas a falta de continuidade fez a população
voltar a crescer. O aumento dos mainás tem gerado muitas
reclamações de moradores, e há grande procura
por armadilhas para capturá-los nos quintais.
Criado em 2015, dentro do setor
de pesquisa da Agência Ambiental Pick-upau, a Plataforma
Darwin, o Projeto Aves realiza atividades voltadas ao estudo e
conservação desses animais. Pesquisas científicas
como levantamentos quantitativos e qualitativos, pesquisas sobre
frugivoria e dispersão de sementes, polinização
de flores, são publicadas na Darwin Society Magazine; produção
e plantio de espécies vegetais, além de atividades
socioambientais com crianças, jovens e adultos, sobre a
importância em atuar na conservação das aves.
Da Redação,
com informações de agências internacionais
Matéria elaborada com auxílio de inteligência
artificial
Fotos: Reprodução/Pixabay
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